Na Reunião Plenária desta quinta, deputados criticaram novamente a gestão estadual da segurança pública. A deputada Priscila Krause, do Democratas, disse que tem recebido mensagens de moradores do Recife sobre a insegurança nas ruas e cobrou ações do Governo do Estado. “Não se vê mais, por exemplo, a Patrulha dos Bairros. Se criam, inclusive, grupos de whatsapp para falar com os batalhões, que não têm a capacidade de responder à demanda. O Governo do Estado precisa admitir que isso está acontecendo, que essa é uma realidade das ruas do nosso Estado. E uma resposta precisa ser dada.”
Em defesa do Poder Executivo, Zé Maurício, do PP, anunciou que participou, nessa quinta, da entrega de cem viaturas da PM, algumas destinadas à Patrulha do Bairro. O parlamentar garantiu que o Estado não está inerte diante dos problemas da segurança pública e afirmou que, até o fim do ano, oitocentas viaturas vão ser entregues, e mil e quinhentos soldados devem ser incorporados à Polícia Militar até meados de 2017.
Edilson Silva, do PSOL, relatou um episódio que presenciou no último sábado, num evento festivo no Torreão, Zona Norte do Recife. De acordo com o deputado, fiscais da Diretoria de Controle Urbano do, a Dircon, e policiais militares armados com metralhadoras foram notificar o estabelecimento por supostas irregularidades. Edilson afirmou que o local, frequentado por grupos que se opõem à gestão municipal, vem sendo perseguido pela fiscalização da Prefeitura. “Aquilo era um despropósito, porque era uma atuação de fiscalização, de notificação, de um estabelecimento regular, e havia policial com metralhadora circulando no meio da população. A força policial tem que ser usada com proporcionalidade e não pode ser utilizada como instrumento a serviço do prefeito, para perseguir seus desafetos políticos.”
Ainda na área de segurança pública, o deputado Joel da Harpa, do PTN, criticou o tratamento dado pelo Estado à Guarda Patrimonial. O parlamentar listou as reivindicações da categoria, entre elas condições dignas de trabalho, concessão do adicional por risco de vida e aumento salarial. “Esses homens passaram a vida toda defendendo a sociedade e, após a sua reserva, voltam para a Polícia Militar para mais uma vez arriscar suas vidas e, infelizmente, para receber um miserável salário de oitocentos e cinquenta e oito reais.”
O deputado Botafogo, do PDT, pediu um minuto de silêncio pela morte do vaqueiro Severino Xavier, a quem o parlamentar chamou de amigo e irmão. Botafogo também lembrou a passagem de dois anos da morte do ex-governador Eduardo Campos, no próximo dia 13.


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